Há dias em que eu olho para todos os lados e não vejo ninguém. Eu começo a desesperar, pois odeio ficar sozinha; fico sem forças. Vejo que perdi os grande parte dos que considerava meus amigos, vejo que os meus pais já não me compreendem mais, vejo que a dor voltou e dessa vez veio mais forte, logo já sei que tudo começou de novo, talvez pior do que antes. A solidão me prende nos seus braços gelados e violentos, fazendo com que a luz do meu sorriso se perca com o brilho do meu olhar. Em mim, tudo escurece. Tudo que está ao meu redor me magoa, me pertuba e afeta cada vez mais o meu pobre coração, até que eu percebo que sou obrigada a caminhar, subir a montanha dos problemas e ultrapassar os obstáculos para poder ver o que está do outro lado da subida. Na metade do caminho, eu me acostumo a ser solitária, a ser “fria” e a cada passo me convenço que não preciso de alguém junto a mim. Até que algo ofusca a minha visão, clareia o caminho e melhora as condições de chegar até a felicidade. É são os poucos amigos, aqueles que restaram e que permaneceram, eles e os seus sorrisos, junto com seus olhares de confiança e em companhia com as suas manias e defeitos. Então eu começo a recuperar a minha força, juntos encontramos a felicidade, e percebo que não tenho sentido algum sem eles, que a subida é melhor com eles do meu lado e que a minha vida depende de algum modo deles.